domingo, 19 de agosto de 2007

Domingo geralmente é dia de acordar mais tarde, assim eu fiz, mas ele chegou cedo, deixou um bilhete no meio dos meus livros e saiu.
Acordei, fui obrigada a arrumar os livros jogados pelo cômodo, achei um envelope branco, sem nenhum destinatário ou remetente, abri, de imediato reconheci aquela letra, não li, quardei junto as outras, mais tarde por curiosidade peguei a caixa, para minha surpresa aquela carta era nova, ele tinha estado ali, meu Deus por que não me acordaram...
"Fala minha preta,
....
Eu te gosto demais, nunca esquece disso, eu te ligo qualquer dia para te mandar uma notícia;
Ah, mandei de volta tua pulseirinha roubada.

Um beijo do seu."
E foi assim que ele foi embora, sem ao menos um abraço, nesse momento coisas me vieram a cabeça, não como um filme e toda a sua ordem cronológica, a última vez que eu o vi, voltando do meu curso de inglês ele sorrio e disse "preta eu ia na sua casa agorinha", mentira, agente sabia que era mentira, teve também a vez que ele me trouxe da escola, agente se via pouco mais eu gostava tanto daquele magrelo.
A fala mansa, o sorriso simples, o jeitinho meio de quem é tímido. Me deixava sem graça.
As melhores pessoas são as que estão mais longe. [claro que tem excessão]

Matheus, o teu cantinho no portão vai te esperar o tempo que for preciso.

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